
O povo iorubá é formado pela integração histórica de diversos povos e antigos reinos localizados, principalmente, na atual Nigéria e em regiões vizinhas da África Ocidental. Ao longo dos séculos, desenvolveram uma rica tradição religiosa, filosófica e cultural, preservada por meio da oralidade, da ancestralidade e do culto aos Òrìṣà.
No Culto Tradicional Iorubá, existe um único Ser Supremo, criador de todas as coisas, conhecido por diferentes nomes que expressam seus atributos e sua relação com a criação. Abaixo de Olódùmarè encontra-se a hierarquia dos Òrìṣà, divindades responsáveis por administrar as diferentes manifestações da natureza e colaborar para o equilíbrio entre o mundo espiritual e o mundo material.
O Ser Supremo
Olórun
É um dos nomes mais conhecidos do Ser Supremo. A palavra é formada por Olú (ou Oní), “senhor” ou “possuidor”, e Òrun, “céu” ou “mundo espiritual”. Refere-se ao Senhor do Céu, origem de toda a existência.
Olódùmarè
É o nome que expressa a plenitude e a supremacia do Criador. Representa o Ser eterno, perfeito, imutável e incomparável, fonte de toda a vida, do àṣẹ e da criação.
A sociedade iorubá cultua os ancestrais e os Òrìsàs, divindades ligadas aos diversos domínios da natureza. Em cada aspecto da vida cabe aos devotos, junto a seus sacerdotes, evocar o òrìsà a ele relacionado, recorrendo às suas capacidades em prol da comunidade.
Na visão tradicional iorubá, toda divindade venerável é considerada Òrìsà. Para o africano a alma é energia e suas convicções embasam-se nas crenças nos ancestrais, nos òrìsàs, na magia e medicina e nos fenômenos naturais.
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Os Orixás
A sociedade iorubá cultua seus ancestrais e os Òrìṣà, divindades ligadas aos diversos domínios da natureza. Cada Òrìṣà manifesta princípios específicos da criação e atua como expressão da vontade de Olódùmarè na manutenção do equilíbrio do universo.
Na tradição iorubá, toda divindade digna de veneração é considerada um Òrìṣà. O relacionamento com essas divindades acontece por meio do culto, da ética, das oferendas, das celebrações e da orientação sacerdotal, fortalecendo a conexão entre o ser humano, a natureza e a ancestralidade.
A compreensão tradicional reconhece que toda a existência é sustentada pelo àṣẹ, a força vital que impulsiona, transforma e possibilita a realização da vida.
O significado de Òrìṣà
Segundo a tradição linguística iorubá, a palavra Òrìṣà está relacionada à proteção e ao fortalecimento do Orí, compreendido como a consciência espiritual e o princípio do destino individual.
Por essa razão, os Òrìṣà são reconhecidos como divindades que auxiliam o ser humano na construção de uma vida equilibrada, fortalecendo sua relação com o destino, com a comunidade e com a criação.
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Toque Africano – Ọ̀sẹ̀ dos Orixás
Na tradição iorubá, o Ọ̀sẹ̀ é o momento dedicado à celebração dos Òrìṣà e ao fortalecimento da vida comunitária. É uma ocasião de alegria, renovação espiritual, convivência e gratidão, na qual se celebram a saúde, a família, a prosperidade, a paz e o equilíbrio.
No Templo de Orixá Ifá Ajé, o Ọ̀sẹ̀ reúne momentos de estudo, convivência e devoção. A programação inclui palestra do Sacerdote sobre a Tradição Iorubá, o culto de Ifá e dos Orixás, almoço comunitário oferecido pelos membros da casa e o tradicional Toque Africano, quando cânticos e danças são dedicados aos Orixás.
A participação é gratuita e aberta a todas as pessoas interessadas em conhecer a tradição, independentemente de sua religião ou experiência anterior.
É um encontro voltado às famílias, amigos, pesquisadores, praticantes e simpatizantes que desejam conhecer mais sobre a cultura e a espiritualidade iorubá.
Sejam todos bem-vindos!
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